Idioma:
  Português  
Logotipo
Navegação
ilustração rodapé
Busca Rápida
Use palavras-chave para achar o que procura.
ilustração rodapé
Estatísticas
UO
1 usuários on-line
VO
131 visitantes on-line
VI
3.244.908 visitas
(Ano 2014)
ilustração rodapé
Redes Sociais
redeSocial2
redeSocial1
ilustração rodapé
RSS
RSS
ilustração rodapé
Cromatografia
ImprimirImprimir ImprimirEnviar para um amigo
Compartilhe: Delicious Facebook Twitter Digg Google Technorati Live Yahoo

Cromatografia: um Breve Ensaio

Originalmente publicado em Química Nova na Escola, n. 7, maio 1998
Apoio: Sociedade Brasileira de Química
Edição: Leila Cardoso Teruya
Coordenação: Guilherme Andrade Marson

A cromatografia é um método físico-químico de separação. Ela está fundamentada na migração diferencial dos componentes de uma mistura, que ocorre devido a diferentes interações, entre duas fases imiscíveis, a fase móvel e a fase estacionária. A grande variedade de combinações entre fases móveis e estacionárias a torna uma técnica extremamente versátil e de grande aplicação.


O termo cromatografia foi primeiramente empregado em 1906 e sua utilização é atribuída a um botânico russo ao descrever suas experiências na separação dos componentes de extratos de folhas. Nesse estudo, a passagem de éter de petróleo (fase móvel) através de uma coluna de vidro preenchida com carbonato de cálcio (fase estacionária), à qual se adicionou o extrato, levou à separação dos componentes em faixas coloridas. Este é provavelmente o motivo pelo qual a técnica é conhecida como cromatografia (chrom = cor e graphie = escrita), podendo levar à errônea idéia de que o processo seja dependente da cor.


Apesar deste estudo e de outros anteriores, que também poderiam ser considerados precursores do uso dessa técnica, a cromatografia foi praticamente ignorada até a década de 30, quando foi redescoberta. A partir daí, diversos trabalhos na área possibilitaram seu aperfeiçoamento e, em conjunto com os avanços tecnológicos, levaram-na a um elevado grau de sofisticação, o qual resultou no seu grande potencial de aplicação em muitas áreas.


A cromatografia pode ser utilizada para a identificação de compostos, por comparação com padrões previamente existentes, para a purificação de compostos, separando-se as substâncias indesejáveis e para a separação dos componentes de uma mistura.


As diferentes formas de cromatografia podem ser classificadas considerando- se diversos critérios, sendo alguns deles listados abaixo:


1. Classificação pela forma física do sistema cromatográfico


Em relação à forma física do sistema, a cromatografia pode ser subdividida em cromatografia em coluna e cromatografia planar. Enquanto a cromatografia planar resume-se à cromatografia em papel (CP), à cromatografia por centrifugação (Chromatotron) e à cromatografia em camada delgada (CCD), são diversos os tipos de cromatografia em coluna, os quais serão mais bem compreendidos quando classificados por outro critério.


2. Classificação pela fase móvel empregada


Em se tratando da fase móvel, são três os tipos de cromatografia: a cromatografia gasosa, a cromatografia líquida e a cromatografia supercrítica (CSC), usando-se na última um vapor pressurizado, acima de sua temperatura crítica. A cromatografia líquida apresenta uma importante subdivisão: a cromatografia líquida clássica (CLC), na qual a fase móvel é arrastada através da coluna apenas pela força da gravidade, e a cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), na qual se utilizam fases estacionárias de partículas menores, sendo necessário o uso de uma bomba de alta pressão para a eluição da fase móvel. A CLAE foi inicialmente denominada cromatografia líquida de alta pressão, mas sua atual designação mostra-se mais adequada. No caso de fases móveis gasosas, separações podem ser obtidas por cromatografia gasosa (CG) e por cromatografia gasosa de alta resolução (CGAR). A diferença entre os dois tipos está na coluna. Enquanto na CGAR são utilizadas colunas capilares, nas quais a fase estacionária é um filme depositado na mesma, a CG utiliza colunas de maior diâmetro empacotadas com a fase estacionária.


3. Classificação pela fase estacionária utilizada


Quanto à fase estacionária, distingue-se entre fases estacionárias sólidas, líquidas e quimicamente ligadas. No caso da fase estacionária ser constituída por um líquido, este pode estar simplesmente adsorvido sobre um suporte sólido ou imobilizado sobre ele. Suportes modificados são considerados separadamente, como fases quimicamente ligadas, por normalmente diferirem dos outros dois em seus mecanismos de separação.


4. Classificação pelo modo de separação


Por este critério, separações cromatográficas se devem à adsorção, partição, troca iônica, exclusão ou misturas desses mecanismos.


Para se ter uma visão mais ampla dos diferentes tipos de cromatografia, os mesmos estão dispostos no diagrama da Figura 1.


Figura 1: Representação esquemática dos diferentes tipos de cromatografia.

Figura 1: Representação esquemática dos diferentes tipos de cromatografia.

Dentre os vários tipos de cromatografia, especial ênfase será dada à cromatografia em camada delgada (CCD), à cromatografia líquida clássica e de alta eficiência (CLAE) e à cromatografia cromatografia gasosa de alta resolução (CGAR).


Cromatografia planar

A cromatografia em papel (CP) é uma técnica de partição líquido–líquido, estando um deles fixado a um suporte sólido. Baseia-se na diferença de solubilidade das substâncias em questão entre duas fases imiscíveis, sendo geralmente a água um dos líquidos. O solvente é saturado em água e a partição se dá devido à presença de água em celulose (papel de filtro). Este método, embora menos eficiente que a CCD, é muito útil para a separação de compostos polares, sendo largamente usado em bioquímica.


A cromatografia em camada delgada (CCD) é uma técnica de adsorção líquido–sólido. Nesse caso, a separação se dá pela diferença de afinidade dos componentes de uma mistura pela fase estacionária.


A Fig. 2 mostra um cromatograma obtido por CCD no qual se pode observar a diferença de afinidade das substâncias 1 e 2 pela fase estacionária, sendo a substância 1 mais retida que a 2. Por ser um método simples, rápido, visual e econômico, a CCD é a técnica predominantemente escolhida para o acompanhamento de reações orgânicas, sendo também muito utilizada para a purificação de substâncias e para a identificação de frações coletadas em cromatografia líquida clássica.


Figura 2: Esquematização de um cromatograma obtido por CCD.

Figura 2: Esquematização de um cromatograma obtido por CCD.

O parâmetro mais importante a ser considerado em CCD é o fator de retenção (Rf), o qual é a razão entre a distância percorrida pela substância em questão e a distância percorrida pela fase móvel. Os valores ideais para Rf estão entre 04 e 06.


A CCD pode ser usada tanto na escala analítica quanto na preparativa. Normalmente as placas utilizadas são de vidro, com espessura de 3 a 4 mm. Placas analíticas usualmente têm 10 cm x 2,5 cm e preparativas 20 cm x 20 cm.


A sílica gel é a fase estacionária mais utilizada, sendo seguida pela alumina, pela terra diatomácea e pela celulose. Para a preparação das placas, faz-se uma suspensão do adsorvente em água, sendo a mesma depositada sobre a placa manualmente ou com o auxílio de um espalhador. Após a deposição, deixa-se a placa secar ao ar. A etapa final da preparação da placa é sua ativação. A sílica, por exemplo, é ativada a 105-110 °C por 30 a 60 minutos. A espessura da camada de sílica a ser depositada é de 025 mm para placas analíticas e de 1,0 mm para placas preparativas. Na preparação de placas preparativas, costumase adicionar sulfato de cálcio para melhorar a adesão à placa de vidro. No mercado existem placas analíticas e preparativas pré-fabricadas, as quais apresentam a fase estacionária depositada sobre uma lâmina de material plástico ou de alumínio, sendo estas de maior eficiência.


As amostras a serem analisadas por CCD devem ser aplicadas a aproximadamente 1 cm da base inferior da placa, com a ajuda de um capilar. Após a aplicação da(s) amostra(s) sobre a placa, a mesma deve ser introduzida numa cuba contendo a fase móvel adequada. Cubas cromatográficas geralmente são de vidro, com fundo chato, e devem ter suas paredes laterais internas recobertas com papel de filtro, para facilitar sua saturação com os vapores do solvente.


A escolha da fase móvel, que geralmente é constituída por um ou mais solventes, não é tarefa simples. No entanto, uma vez que as fases estacionárias mais usadas são extremamente polares, não devem ser utilizados solventes pouco polares, que não removeriam os compostos do ponto de aplicação, nem solventes muito polares, capazes de arrastar os componentes da amostra até o topo da placa. Em vista disso, melhores resultados são obtidos com misturas de solventes, de modo a se obter uma polaridade média em relação à polaridade dos componentes da amostra.


A placa é deixada na cuba, onde o solvente irá subir por capilaridade, até que ele esteja a aproximadamente 2 cm da extremidade superior. Ao ascender, o solvente irá arrastar mais os compostos menos adsorvidos na fase estacionária, separando-os dos mais adsorvidos.

A linha de chegada da fase móvel deve ser marcada e a placa deve estar seca. Como a maioria dos compostos orgânicos é incolor, faz-se necessária a utilização de um processo de revelação para que se possa analisar o resultado.


Para a revelação de placas de CCD, existem processos destrutivos e não destrutivos. Os métodos não destrutivos mais utilizados são a utilização de 1) placas onde a fase estacionária é fluorescente ou 2) iodo. O primeiro baseia-se na utilização de substâncias fluorescentes misturadas à sílica quando da preparação das placas, possibilitando a revelação dos compostos em câmaras de luz ultravioleta. O segundo vale-se do fato de que o iodo complexa-se com compostos insaturados, de modo que placas que os contenham, ao serem colocadas em uma câmara contendo cristais de iodo, apresentarão pontos amarronzados.


Os processos destrutivos consistem na oxidação dos compostos sobre a placa, pulverizando-os com solução aquosa de um oxidante orgânico e/ou um ácido mineral, submetendo-se a placa a altas temperaturas (~110 °C) por alguns minutos. Os compostos orgânicos oxidados serão revelados na forma de pontos escuros.


Cromatografia em coluna

Cromatografia líquida clássica


Esta técnica é muito utilizada para isolamento de produtos naturais e purificação de produtos de reações químicas. As fases estacionárias mais utilizadas são sílica e alumina, entretanto estes adsorventes podem servir simplesmente como suporte para uma fase estacionária líquida. Fases estacionárias sólidas levam à separação por adsorção e fases estacionárias líquidas por partição. Suportes quimicamente modificados também têm sido usados, sendo o processo de separação misto neste caso.


Figura 3: Ilustração de uma coluna cromatográfica.

Figura 3: Ilustração de uma coluna cromatográfica.

Esses suportes são acondicionados em tubos cilíndricos geralmente de vidro, de diâmetros variados, os quais possuem uma torneira em sua extremidade inferior. A Fig. 3 é uma ilustração de uma coluna cromatográfica empacotada com sílica, sendo mostrados seus demais constituintes.


Os adsorventes possuem partículas na faixa de 60-230 mesh, de modo a possibilitar um fluxo razoável do solvente através da coluna.


O uso de sílica de partícula menor (230-400 mesh) como adsorvente para essas colunas requer a utilização de um sistema de bombeamento para o empacotamento e eluição, sendo conhecido como Cromatografia Flash.


A principal etapa ao se utilizar essa técnica é o empacotamento, o qual, entre outros fatores, definirá a eficiência da separação. Enquanto a alumina é empacotada em sua forma original, a sílica deve sê-lo na forma de suspensão.


À coluna adiciona-se uma pequena quantidade de solvente e deposita-se na sua extremidade inferior um chumaço de algodão com espessura de aproximadamente 05 cm para impedir a passagem de partículas da fase estacionária. A adição de sílica deve ser feita com a torneira semi-aberta. O adsorvente é adicionado lentamente à coluna fixada na posição vertical, batendo-se continuamente ao longo da mesma para que todo o ar seja expulso, de modo a se obter uma compactação uniforme. A existência de ar entre as partículas leva à formação de canais na coluna, os quais alargam as bandas eluídas.


Nunca se deve permitir que o nível do solvente desça abaixo do nível do adsorvente, o que poderia acarretar rachaduras, comprometendo a eficiência da coluna.


Após o empacotamento, é conveniente que se passe uma certa quantidade do eluente (duas a três vezes o volume da coluna) a ser utilizado através da coluna antes da introdução da amostra. Esta é adicionada à coluna com o auxílio de uma pipeta no momento em que o nível do eluente esteja o mais próximo possível do adsorvente. Esse procedimento ameniza o alargamento das bandas a serem eluídas. Tendo a amostra penetrado no adsorvente, o eluente é então adicionado cuidadosa e continuamente.


A escolha do eluente segue os princípios discutidos em CCD, mas neste caso ele pode ser mudado durante o processo cromatográfico. Se, por exemplo, a amostra é constituída por duas substâncias, uma apolar e outra polar, utiliza-se primeiramente um eluente apolar e em seguida um eluente polar.


O volume das frações a serem recolhidas é função da quantidade de amostra e do grau de dificuldade da separação. Para análise das mesmas, recorre-se a alguma técnica auxiliar, usualmente CCD.


Em vista de que geralmente algumas partículas da amostra permanecem irreversivelmente adsorvidas à fase estacionária, a cada separação é necessário um tratamento para a recuperação do adsorvente.


Cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE)


O grande avanço na cromatografia em coluna foi o desenvolvimento e a utilização de suportes com partículas diminutas responsáveis pela alta eficiência, as quais tornam necessário o uso de bombas de alta pressão para a eluição da fase móvel, devido a sua baixa permeabilidade. A Fig. 4 mostra um equipamento típico de CLAE.


Figura 4: Equipamento básico de CLAE. a) reservatório da fase móvel; b) bomba de alta pressão; c) válvula de injeção; d) coluna; e) detector e f) registrador.

Figura 4: Equipamento básico de CLAE. a) reservatório da fase móvel; b) bomba de alta pressão; c) válvula de injeção; d) coluna; e) detector e f) registrador.

As fases móveis utilizadas em CLAE devem possuir alto grau de pureza e estar livres de oxigênio ou outros gases dissolvidos, sendo filtradas e desgaseificadas antes do uso.


A bomba deve proporcionar ao sistema vazão contínua sem pulsos com alta reprodutibilidade, possibilitando a eluição da fase móvel a um fluxo adequado.


As válvulas de injeção usadas possuem uma alça de amostragem para a introdução da amostra com uma seringa e duas posições, uma para o preenchimento da alça e outra para sua liberação para a coluna. Existem alças de diversos volumes, sendo utilizadas geralmente alças na faixa de 5-50 mL para injeções analíticas e 05-2 mL para preparativas.


As colunas utilizadas em CLAE são geralmente de aço inoxidável, com diâmetro interno de cerca de 045 cm para separações analíticas e na faixa de 2,2 cm para preparativas. O comprimento é variável, sendo comuns colunas analíticas de 10-25 cm e preparativas em torno de 25-30 cm. Essas colunas são reaproveitáveis, sendo empacotadas com suportes de alta resolução, não sendo necessária sua regeneração após cada separação.


O detector mais utilizado para separações por CLAE é o detector de ultravioleta, sendo também empregados detectores de fluorescência, de indíce de refração, e eletroquímicos, entre outros. Detectores de polarimetria para CLAE, recentemente desenvolvidos, diferenciam compostos quirais, através da rotação de seus estereoisômeros frente à luz plano-polarizada.


O registro de dados pode ser feito através de um registrador, um integrador ou um microcomputador.


A Fig. 5 ilustra uma separação enantiomérica por CLAE.


Figura 5: Cromatograma mostrando a separação dos enantiômeros do tetramisol, princípio ativo de vários medicamentos usados para ascaridíase.

Figura 5: Cromatograma mostrando a separação dos enantiômeros do tetramisol, princípio ativo de vários medicamentos usados para ascaridíase.

A versatilidade desta técnica reside no grande número de fases estacionárias existentes, as quais possibilitam análises e separações de uma ampla gama de compostos com alta eficiência. Tem sido utilizada em várias áreas da ciência, no acompanhamento de sínteses, em análises de pesticidas, feromônios, no isolamento de produtos naturais e sintéticos e na produção e controle de qualidade de medicamentos, dentre tantas outras aplicações.


As separações em CLAE podem se dar por adsorção, partição ou ambos. O suporte mais comumente utilizado é a sílica. O uso de fases estacionárias líquidas adsorvidas a um suporte não tem grande aplicação devido à perda de fase estacionária, mas o uso de suportes modificados, os quais foram desenvolvidos como conseqüência do problema acima, possibilita a produção de uma imensa variedade de colunas com diferentes propriedades e tipos de seletividade. As fases assim obtidas são chamadas de quimicamente ligadas.


Essas fases, dependendo da modificação feita ao suporte, podem atuar no modo normal, reverso ou ambos. Na cromatografia em fase normal, a fase estacionária é mais polar que a fase móvel, e em fase reversa, a fase móvel é mais polar.


Separações analíticas são predominantemente realizadas em fase reversa, sendo a fase C18 (octadecilsílica) a mais usada, ao passo que são preferidas fases que atuem no modo normal para fins preparativos, em vista de que separações no modo reverso utilizam fases móveis aquosas.


Entre as fases quimicamente ligadas, merecido destaque deve ser dado às fases estacionárias quirais, as quais possibilitam a separação direta de enantiômeros. Para tanto, é necessária a presença de um seletor quiral como parte integrante da fase estacionária.


Cromatografia gasosa de alta resolução (CGAR)


Em contraste à CLAE, o principal mecanismo de separação da cromatografia gasosa está baseado na partição dos componentes de uma amostra entre a fase móvel gasosa e a fase estacionária líquida. A utilização de fases estacionárias sólidas, as quais levariam à separação por adsorção, apresenta poucas aplicações.


A cromatografia gasosa é uma das técnicas analíticas mais utilizadas. Além de possuir um alto poder de resolução, é muito atrativa devido à possibilidade de detecção em escala de nano a picogramas (10–9 - 10-12 g). A grande limitação deste método é a necessidade de que a amostra seja volátil ou estável termicamente, embora amostras não voláteis ou instáveis possam ser derivadas quimicamente. Pode ser utilizada para separações preparativas apenas na faixa de microgramas a miligramas, não sendo muito empregada para esse fim. A Fig. 6 mostra os componentes básicos de um cromatógrafo gasoso.


Figura 6: Componentes básicos de um cromatógrafo gasoso. a) cilindro do gás de arraste mantido sob alta pressão; b) injetor; c) coluna; d) detector e e) registrador.

Figura 6: Componentes básicos de um cromatógrafo gasoso. a) cilindro do gás de arraste mantido sob alta pressão; b) injetor; c) coluna; d) detector e e) registrador.

Como dito anteriormente, a diferença entre CG e CGAR está na coluna. Colunas de CGAR são maiores em comprimento, menores em diâmetro, possuem a fase líquida como um filme aplicado diretamente às paredes do tubo da coluna e são mais eficientes.


Essas colunas são tubos longos de metais como aço ou cobre, vidro ou teflon. Colunas de CG têm diâmetro de cerca de 3 mm e comprimento em torno de 3 m, ao passo que colunas de CGAR têm diâmetro na faixa de 015-0,75 mm e comprimentos variados, usualmente entre 10 m e 100 m.


Os gases utilizados como fase móvel devem ter alta pureza e ser inertes em relação à fase estacionária. Hidrogênio, nitrogênio e hélio são os mais usados.


A injeção da amostra é feita através de microsseringas ou válvulas semelhantes às utilizadas em CLAE.


Os detectores de maior aplicação são o detector por ionização em chama e o detector de condutividade térmica. Os dados podem ser obtidos através de um registrador potenciométrico, um integrador ou um microcomputador, sendo as amostras identificadas por seus tempos de retenção.


Nesses equipamentos é necessário o controle da temperatura do injetor, da coluna e do detector, as quais são mantidas por termostatos. Como a temperatura é um fator extremamente importante, grande parte das análises por cromatografia gasosa é feita com programação de temperatura, obtendo-se melhor separação com picos mais simétricos em menor tempo.


Para o empacotamento de colunas de CG, geralmente empregam-se terras diatomáceas como suporte. A escolha da fase estacionária é de fundamental importância, sendo ela o componente crítico da coluna. As fases estacionárias podem ser polares, apolares ou quirais. Fases polares são baseadas em polietileno glicol puro ou modificado e apolares em metilsiloxano puro ou modificado. As fases quirais mais comuns são compostas de ciclodextrinas.


Atualmente, espectrômetros de massa têm sido acoplados a equipamentos de cromatografia gasosa, possibilitando a identificação imediata das substâncias presentes na amostra.


  • Referências
    1. COLLINS, C.H.; BRAGA, G.L. e BONATO, P.S. Introdução a métodos cromatográficos. 5ª ed. Campinas: Editora da Unicamp, 1993.
    2. LOUGH, W.J. e WAINER, I.W. High Performance liquid chromatography: fundamental principles and practice. Blackie Academic and Professional, 1995.
    3. CHAVES, M.H.; Análise de extratos de plantas por CCD: uma metodologia aplicada à disciplina “Química Orgânica”. Química Nova, v. 20, n. 5, p. 560-562, 1997.
    4. ANDRADE, J.B.; PINHEIRO, H.L.C.; LOPES, W.A.; MARTINS, S.; AMORIM, A.M.M. e BRANDÃO, A.M. Determinação de cafeína em bebidas através de cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). Química Nova, v. 18, n. 4, p. 379-381, 1995.
    5. NETO, F.R.A.; CGAR em análise de resíduos. Química Nova, v. 18, n. 1, p. 65-67, 1995.
ImprimirImprimir ImprimirEnviar para um amigo
Compartilhe: Delicious Facebook Twitter Digg Google Technorati Live Yahoo
Login
ilustração rodapé
Tema
94674 visitas
Tema
54782 visitas
Tema
49658 visitas
Tema
44054 visitas
Tema
31254 visitas
Tema
31068 visitas
Tema
29546 visitas
Tema
28636 visitas
Tema
22941 visitas
Tema
20683 visitas
Tema
20467 visitas
Tema
20108 visitas
Tema
19413 visitas
Tema
19378 visitas
Tema
19223 visitas
Tema
18452 visitas
Tema
16061 visitas
Tema
15844 visitas
Tema
13102 visitas
Tema
12475 visitas
Tema
10085 visitas
Tema
9831 visitas
Tema
8483 visitas
Tema
8345 visitas
Tema
8130 visitas
Tema
7718 visitas
Tema
3947 visitas
Tema
3517 visitas
Tema
3348 visitas
Tema
2950 visitas
Tema
2218 visitas
Tema
1848 visitas
Tema
1575 visitas
ilustração rodapé
Conceito
77021 visitas
Conceito
68826 visitas
Conceito
50946 visitas
Conceito
49917 visitas
Conceito
46302 visitas
Conceito
36987 visitas
Conceito
35394 visitas
Conceito
33617 visitas
Conceito
29030 visitas
Conceito
26594 visitas
Conceito
24853 visitas
Conceito
23536 visitas
Conceito
16834 visitas
Conceito
16591 visitas
Conceito
15926 visitas
Conceito
15795 visitas
Conceito
15705 visitas
Conceito
14885 visitas
Conceito
14609 visitas
Conceito
13636 visitas
Conceito
13340 visitas
Conceito
12674 visitas
Conceito
11929 visitas
Conceito
10258 visitas
Conceito
9848 visitas
Conceito
8336 visitas
Conceito
7344 visitas
Conceito
5996 visitas
Conceito
4303 visitas
Conceito
4042 visitas
Conceito
3808 visitas
Conceito
2956 visitas
ilustração rodapé
Molécula
8599 visitas
Molécula
7577 visitas
Molécula
6465 visitas
Molécula
6291 visitas
Molécula
5780 visitas
Molécula
5369 visitas
Molécula
5297 visitas
Molécula
4678 visitas
Molécula
4610 visitas
Molécula
4549 visitas
Molécula
4187 visitas
Molécula
4166 visitas
Molécula
4077 visitas
Molécula
4040 visitas
Molécula
3926 visitas
Molécula
3844 visitas
Molécula
3829 visitas
Molécula
3812 visitas
Molécula
3773 visitas
Molécula
3685 visitas
Molécula
3665 visitas
Molécula
3618 visitas
Molécula
3592 visitas
Molécula
3381 visitas
Molécula
3381 visitas
Molécula
3329 visitas
Molécula
3302 visitas
Molécula
3203 visitas
Molécula
3172 visitas
Molécula
3162 visitas
Molécula
3154 visitas
Molécula
3126 visitas
Molécula
3029 visitas
Molécula
3026 visitas
Molécula
3009 visitas
Molécula
2997 visitas
Molécula
2975 visitas
Molécula
2972 visitas
Molécula
2877 visitas
Molécula
2821 visitas
Molécula
2814 visitas
Molécula
2794 visitas
Molécula
2780 visitas
Molécula
2700 visitas
Molécula
2680 visitas
Molécula
2670 visitas
Molécula
2668 visitas
Molécula
2629 visitas
Molécula
2592 visitas
Molécula
2542 visitas
Molécula
2536 visitas
Molécula
2526 visitas
Molécula
2498 visitas
Molécula
2497 visitas
Molécula
2481 visitas
Molécula
2481 visitas
Molécula
2407 visitas
Molécula
2374 visitas
Molécula
2350 visitas
Molécula
2339 visitas
Molécula
2285 visitas
Molécula
2278 visitas
Molécula
2276 visitas
Molécula
2203 visitas
Molécula
2190 visitas
Molécula
2168 visitas
Molécula
2165 visitas
Molécula
2144 visitas
Molécula
2140 visitas
Molécula
2127 visitas
Molécula
2125 visitas
Molécula
2110 visitas
Molécula
2095 visitas
Molécula
2081 visitas
Molécula
2054 visitas
Molécula
2054 visitas
Molécula
2024 visitas
Molécula
2008 visitas
Molécula
1990 visitas
Molécula
1990 visitas
Molécula
1967 visitas
Molécula
1954 visitas
Molécula
1926 visitas
Molécula
1915 visitas
Molécula
1896 visitas
Molécula
1885 visitas
Molécula
1885 visitas
Molécula
1868 visitas
Molécula
1867 visitas
Molécula
1846 visitas
Molécula
1833 visitas
Molécula
1826 visitas
Molécula
1814 visitas
Molécula
1787 visitas
Molécula
1720 visitas
Molécula
1718 visitas
Molécula
1686 visitas
Molécula
1668 visitas
Molécula
1668 visitas
Molécula
1662 visitas
Molécula
1637 visitas
Molécula
1633 visitas
Molécula
1612 visitas
Molécula
1534 visitas
Molécula
1533 visitas
Molécula
1532 visitas
Molécula
1508 visitas
Molécula
1483 visitas
Molécula
1467 visitas
Molécula
1443 visitas
Molécula
1442 visitas
Molécula
1372 visitas
Molécula
1345 visitas
Molécula
1332 visitas
Molécula
1320 visitas
Molécula
1271 visitas
Molécula
1217 visitas
Molécula
761 visitas
Molécula
637 visitas
ilustração rodapé
Sala de Aula
10780 visitas
Sala de Aula
10390 visitas
Sala de Aula
9013 visitas
Sala de Aula
7535 visitas
Sala de Aula
7308 visitas
Sala de Aula
6971 visitas
Sala de Aula
6088 visitas
Sala de Aula
5528 visitas
Sala de Aula
5142 visitas
Sala de Aula
4490 visitas
Sala de Aula
4392 visitas
Sala de Aula
4275 visitas
Sala de Aula
4086 visitas
Sala de Aula
4060 visitas
Sala de Aula
3974 visitas
Sala de Aula
3962 visitas
Sala de Aula
3495 visitas
Sala de Aula
3484 visitas
Sala de Aula
3443 visitas
Sala de Aula
3409 visitas
Sala de Aula
3362 visitas
Sala de Aula
3270 visitas
Sala de Aula
3207 visitas
Sala de Aula
3138 visitas
Sala de Aula
3103 visitas
Sala de Aula
3058 visitas
Sala de Aula
2736 visitas
Sala de Aula
2572 visitas
Sala de Aula
2544 visitas
Sala de Aula
2293 visitas
Sala de Aula
2107 visitas
Sala de Aula
1996 visitas
ilustração rodapé
ilustração rodapé
Materiais Associados
ilustração rodapé
Laboratório de Tecnologia Educacional
Departamento de Bioquímica
Instituto de Biologia - Caixa Postal n° 6109
Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
CEP 13083-970, Campinas, SP, Brasil

Política de Privacidade