Insulina
Química Nova Interativa
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O hormônio que converte açúcar no sangue, uma fonte de energia para os processos metabólicos do nosso corpo
 
"O riso é o melhor remédio, a não ser que você seja diabético. Então, a insulina está bem no topo da lista" - Jasper Carrott [3]
 
A molécula de insulina


É um hormônio peptídico, composto por 51 aminoácidos e tem uma massa molar de 5808 g/mol.

Na estrutura da insulina, salienta-se:

 

A maioria das funções hormonais depende da estrutura tridimensional da insulina. Consequentemente, modificações em qualquer um dos aminoácidos das duas cadeias ou quaisquer alterações conformacionais também alteram a atividade.

O que é a insulina e o que ela faz?

A insulina (do latim insula, "ilha") é produzida nas ilhotas de Langerhans, no pâncreas. Foi a primeira proteína com a sequência de aminoácidos identificada e a primeira a ser sintetizada.

A insulina é um hormônio fundamental para a regulação do metabolismo de glicose no organismo. Faz com que as células do fígado, músculo e tecido adiposo retirem glicose do sangue. A deficiência na produção de insulina leva a uma doença denominada diabetes. Devido à sua importância, a insulina é um dos hormônios mais estudados. A insulina foi descoberta por Banting, Best e Macleod, que ganharam o prêmio Nobel em 1923 por este feito.

A insulina é secretada pelo pâncreas humano e sua liberação é desencadeada principalmente quando grandes concentrações de glicose são detectadas no sangue, após uma refeição. A glicose entra, inicialmente, nas células β-pancreáticas, por intermédio de transportadores conhecido como GLUT 2, que carregam o açúcar através da membrana celular. Isto provoca a abertura de vesículas densamente carregadas com insulina e sua liberação na corrente sanguínea.

Todas as ações de pico de insulina ocorrem após a alimentação, enquanto que, no período entre as refeições, há a produção de outro hormônio, o glucagon. Após a ingestão de alimentos, com o aumento dos níveis de glicose no sangue, a insulina liberada pelo pâncreas ativa no fígado e no músculo a conversão de glicose em glicogênio (forma na qual a glicose pode ser armazenada no corpo). Ainda no fígado e no tecido adiposo, a insulina ativa também a síntese de gorduras. Ações secundárias da insulina incluem a estimulação da síntese de proteínas, bem como o aumento do fluxo sanguíneo, a vasodilatação e a hipotensão.

A principal doença que envolve a insulina é conhecida como diabetes mellitus. No diabetes tipo 1, mais conhecido, ocorre o dano às células β-pancreáticas, impossibilitando-as de excretar a insulina de uma maneira normal. Pode ser um problema genético hereditário, ou causada por efeitos ambientais. A maioria dos diabéticos do tipo 1 utiliza injeções ou bombas de insulina sintética para suprir a insulina que produzem. Por outro lado, no diabetes tipo 2, as células-β do pâncreas funcionam bem, às vezes secretando mais insulina, mas os tecidos no fígado, músculo e adiposo são menos sensíveis à insulina, captando menos glicose do sangue. Esta resistência à insulina parece ser uma condição essencial para o diabetes tipo 2 e está diretamente relacionado à obesidade. A resistência à insulina surge principalmente devido às anomalias do tecido adiposo, que resultam no acúmulo excessivo de gordura. Como resultado, outros tecidos são mais expostos às gorduras, o que contribui com a resistência à insulina e cria um ciclo vicioso de aumento de peso e resistência à insulina. Há ainda o diabetes gestacional, que é um outro tipo de diabetes e surge apenas em mulheres grávidas.

 

A insulina é encontrada em produtos comerciais como:

 


Créditos
Conteúdo produzido a partir de artigo originalmente publicado no site "Molecules of the month" (http://www.chm.bris.ac.uk/motm/insulin/insulinh.htm). Traduzido do inglês para o português por Paula B. M. Andrade.